quarta-feira, 9 de março de 2011

Algo

Penso. Só penso nele o tempo todo.
Não me deixa esquecer. Às vezes parece só querer chamar minha atenção. Ou simplesmente saber se ainda a tem.
Não posso culpa-lo apenas. Sozinha não paro de pensar nele. O que queria mesmo era saber o quanto ele pensa em mim, na verdade até mais, de que forma pensa.
Quando me diz o que sente, quando compartilha sua vida comigo, amo e odeio ao mesmo tempo. Sei que não faria isso com qualquer pessoa, ele não é assim. Guardo e me preocupo com todos seus segredos. Faço isso desde que nos conhecemos. Algo nele me faz me importar demais. Não posso explicar, nem entender.
Há algo mais. Sempre algo mais. Algo que não me mata, mas envenena.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Semelhanças

Penso. Até onde o que me diz é verdade?
Ele concorda com tudo. Diz amar tudo que gosto. É duro saber que muitas vezes é verdade. Mas são verdades oportunas, me conta nos momentos certos e me sufoca com elas. Na verdade, acho que apenas perco o ar por perceber o quanto somos iguais. Mas há uma diferença que acaba com tudo, não me ama, talvez até mesmo não pense nem um pouco em mim... Para ser sincera nem sei se pensar nele acima de tudo é mesmo uma diferença.
Será que aquela que ele escolheu se parece mais com ele, o faz rir mais, pensa mais nele ou simplesmente estava mais ao lado dele quando precisou?
Ele diz que o faço sorrir, que sou bonita, demonstra precisar do meu apoio e me achar uma ótima pessoa. Então, como posso entender? Será que isso tudo não lhe causa sentimento nenhum? Esta resposta que mais temo...
Cada palavra que me diz, verdade ou não, nunca está vazia. Sempre cheias de segredos e terceiras intenções. Ontem me disse várias vezes o nome de uma música que ele adorava. Quando fui ler, a letra dizia muito sobre nós dois. Cada ato dele é como um código.
E agora, me pergunto o mesmo que a canção: "E se você me ama, não vai me deixar saber?"

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Seguir

Penso. Como é difícil seguir em frente.
Assumir a derrota. Ou até mais, assumir que a luta era vã. É duro perceber que se está sofrendo sozinho, que a outra pessoa não liga, nem pensa...
Sim, tenho medo. Medo da indiferença, quando isso é a última coisa que sinto. Medo que ele me ame, mas não consiga voltar atrás. Medo que seja eu que esteja impedindo esta volta.
Se eu pudesse entender o que me prende nele, ou melhor, o que prende ele a mim... Ah, o meu caminho seria bem mais certo se soubesse essas respostas.
Não é que minha vida pare sem ele, mas meu pensamento...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sorrisos

Penso. Os primeiros sorrisos de um bebê apenas são reflexos, sorri imitando os outros.
Quando bebês ouvem um som ou um rosto conhecidos, sorriem. Acho que nesse ponto realmente não cresci muito. Passo o tempo todo sorrindo ao ver aqueles que amo sorrir. Não acho que esteja imitando, mas são, assim como nos bebês, meus estímulos
Vejo uma foto de alguém que amo, principalmente quando estou com saudade de tal pessoa, e não consigo, o sorriso é involuntário. Assim como quando ouço uma música que me faça sentir bem, lembrar desses sorrisos. Mais engraçado ainda quando são bebês me fazendo sorrir. Sinto a mais fofa ironia dentro de mim.
Talvez não entendam o que estou escrevendo hoje, (quer dizer, principalmente hoje) mas depois que você sente as dores da sua vida, e se recupera, começa a ver como sorrisos são simples e essenciais.
E esses são os sorrisos da minha vida, músicas bonitas e o sorriso de quem amo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Minha cura

Penso. O que seria de mim sem aqueles que amo?
Por mais que relacionamentos e a carreira às vezes desandem, estou sempre rodeada por pessoas especiais. Pessoas que me fazem acreditar no mundo, que são a minha luz quando escurece. Muitas vezes me desesperei, chorei, sofri, mas sempre me recuperei. Não, não é porque eu seja forte, e sim porque sou fortalecida.
Quando olho para trás, vejo quantas mudanças ocorreram na minha vida. E se olho bem, vejo que a entrada de uma pessoa nela foi o que ativou tudo isso. Não sei se sem ela isso ocorreria, mas sei que foi fator determinante. Quando digo isso penso sempre em um professor meu. Me deu aula no último ano escolar, em um cursinho e ele mudou minha vida. Tinha algumas ideias de que carreira seguir, nenhuma tinha paixão para ser sincera, e sei disso pela incerteza que sentia. Mas ele me mostrou em menos de um ano um amor gigante por algo que sempre pensei e declarei odiar. Sim, como aprendi tudo em um ano e me mostrei muito boa nessa matéria, acredito que esse talento já estava dentro de mim, porém sua dedicação como professor fez toda a diferença. Serei eternamente grata a ele. Entrou rápido na minha vida e a transformou completamente. Carrego uma admiração e carinho gigantesco, pois a demonstração desses valores foi reciproca em pouco tempo de convívio. Como ele mesmo disse "as pessoas marcam umas as outras", e essa marca é uma das mais bonitas da minha história.
Ah, como amo as pessoas... São fantásticas! Sei que às vezes algumas vão me machucar, mas sempre haverão aquelas que me mostrarão que vale à pena seguir, que são a minha cura.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Destino

Penso. Até que ponto o destino pode mexer e mudar minha vida?
Eu luto, faço e aconteço. Mas nem sempre tenho total controle da situação. O destino prega peças. Não digo que seja injusto, é um menino inconsequente. Porém, ele bate para não matar. E, às vezes, com a mesma mão que traz dor, acaricia.
Coloca e tira pessoas do meu caminho. Mas por todas trilhas que ando, sempre acabam cruzando com tua estrada. Não sei se são as pegadas que deixo, se é meu cheiro ou qualquer rastro, só sei que quando vejo já estamos andando na mesma direção.
E agora, deixo o destino brincar.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Conto de Fadas

Penso. Na verdade sonho mais que penso.
Em um dia escuro entrei em um conto de fadas. Na verdade, fui colocada nele pelo príncipe. Ele começou com o "era uma vez..." e me mostrou lindos bosques. Nas tempestades segurava minha mão, mesmo quando não sabia a origem das nuvens. E eu, cada vez mais grata e encantada, estava com meus braços esticados sempre que ele caía. Mas um belo dia, essa princesa foi chutada para fora do castelo. Com uma brincadeira do destino, as páginas foram manchadas.
Mas por algum motivo, não consigo fechar esse livro. E não é porque não paro de lê-lo, mas sim porque o príncipe insiste em não querer largar a caneta.
E continuo vagando entre a fantasia e a realidade, esperando o "felizes para sempre".